Ação judicial pede indenização por acidente de trabalho fatal em Santa Catarina
A família do trabalhador Roberto Fernandes de Anhaya, de 24 anos, ingressou com ação na Justiça do Trabalho de Canoinhas (SC), atualmente em tramitação, pedindo indenização por danos morais e materiais em razão de um acidente de trabalho fatal ocorrido no dia 18 de fevereiro deste ano.
De acordo com a ação, proposta pelo advogado Eduardo Lemos Barbosa, especialista em indenizações, o trabalhador sofreu uma queda de aproximadamente 10 metros enquanto realizava atividades em altura em um barracão da Cooperativa Agroindustrial Alfa. Ele foi socorrido em estado grave, mas morreu no dia 3 de março, após permanecer duas semanas internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A defesa sustenta que o acidente teria sido causado por falhas nas condições de segurança do ambiente de trabalho, incluindo ausência de treinamento adequado e descumprimento de normas obrigatórias para atividades em altura. O caso também é objeto de investigação por meio de inquérito policial e procedimento no Ministério Público do Trabalho.
Segundo informações constante na ação, a cooperativa já havia firmado anteriormente um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a adotar medidas de adequação às normas trabalhistas.
Na ação, a viúva e a filha do trabalhador pleiteiam indenização por danos materiais e também foi solicitado, em caráter liminar, o custeio de tratamento psicológico para ambas.
Na ação, a viúva, Solaine Camila Tavares Anhaya, com quem o trabalhador tinha uma filha de 6 anos, pleiteia indenização por danos materiais e morais. Também foi solicitado, em caráter liminar, o custeio de tratamento psicológico para ambas.
Solaine relatou que não foi informada oficialmente pela empresa sobre o acidente e que soube da situação por terceiros: “Eu não fui avisada pela empresa. Fiquei sabendo por outras pessoas, da pior forma, na frente da nossa filha”.
Ela acompanhou o marido durante todo o período de internação: “Foram 13 dias na UTI. Eu não saí do lado dele. Fiquei em uma cidade onde não conhecia ninguém, longe da minha filha, sem apoio. Tinha dias que eu não conseguia nem comer”.
A viúva também criticou o que classifica como negligência da empresa após o ocorrido, ao não manter contato com a família: “A gente se sentiu completamente desamparado. Parece que, para eles, é só mais um funcionário”.
Ainda abalada, Solaine salientou as dificuldades enfrentadas após a perda: “Eu perdi meu marido e minha filha perdeu o pai. Tem dias que eu não sei como seguir em frente. A nossa vida mudou completamente”.
Segundo o advogado, a ação busca a responsabilização da empresa pelas supostas omissões e a reparação dos danos causados à família da vítima. As circunstâncias do acidente seguem em apuração.

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