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Mostrando postagens com o rótulo Previdência Social

O seguro inseguro

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Outro dia, no escritório, dona Jacira me ligou, aflita. Não era por conta do andamento do processo. Era o extrato do banco. Três seguros que ela nunca soube ter contratado. Um era "Proteção Vida Premium", outro "Seguro Roubo de Cartão", e o terceiro — esse até bonito no nome — "Tranquilidade Garantida". Só que tranquila, mesmo, só estava a instituição financeira. É impressionante — e revoltante — a maneira como a indústria bancária normalizou a venda casada. Nos últimos tempos, então, virou epidemia: onde há um empréstimo consignado, há um seguro embutido. E onde há um idoso, há três contratos para assinar — sendo que ele só foi ao banco pedir ajuda para consertar o telhado. A armadilha não está no produto, está na sutileza. Oferecem como se fosse proteção, um cuidado, quase um gesto de carinho: “Para a sua segurança, dona Jacira”, dizem. E colhem a biometria. Mas o que se vende não é segurança, é a captura. E a assinatura vem junto com o empréstimo, camu...

ARTIGO- Terceirização do atendimento de pensão por morte do INSS: descentralização ou desorganização?

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A recente decisão de permitir que cartórios realizem o atendimento dos pedidos de pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem gerado uma intensa discussão sobre os impactos dessa medida. Afinal, se está diante de descentralização ou de desorganização? A principal justificativa para essa terceirização é permitir que os cartórios, que já realizam atos como o registro de óbitos, possam também iniciar o processo de requerimento da pensão por morte. No entanto, essa mudança levanta preocupações sobre a capacidade técnica e a preparação dos cartórios para lidar com questões previdenciárias, que exigem conhecimento específico e que contam com uma tradição de atendimento, operacionalizada por técnicos e analistas do Seguro Social. Será um grande equívoco promover a terceirização do atendimento aos cartórios, mesmo que residual. Trata-se de uma medida na contramão, com potencial de desorganização, e que traz sérios riscos para a qualidade do atendimento. Para garantir um ...

A invisibilidades dos motoboys perante a Previdência Social

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Os motoboys são motociclistas profissionais que realizam entregas em motocicletas e desempenham um papel fundamental na sociedade brasileira. A sua importância estende-se por diversas áreas, especialmente em setores como alimentação, e-commerce e serviços de entrega. Com o crescimento dos aplicativos de celular, muitos profissionais passaram a usar plataformas digitais para otimizar suas rotas e gerenciar suas entregas. Apesar de sua importância, os motoboys enfrentam diversos desafios, incluindo falta de regulamentação, insegurança nas ruas e condições de trabalho precárias. Nas grandes cidades é corriqueiro ver estas pessoas envolvidas em acidentes de trânsito graves, e o que é pior: a banalização de tudo isso. É evidente que a atividade de motoboy é perigosa e gera risco de vida e em razão disso deveríamos debater com seriedade o direito ao reconhecimento da atividade especial exercida por estes motociclistas também perante a Previdência Social. Uma atividade de trabalho perigos...